O presidente da Assembleia Nacional do Senegal, El Malick Ndiaye, renuncia em meio a tensões políticas.
El Malick Ndiaye renunciou ao cargo de presidente da Assembleia Nacional do Senegal, aprofundando a incerteza política que se seguiu à destituição do primeiro-ministro Ousmane Sonko pelo presidente Bassirou Diomaye Faye no início desta semana.
Em um comunicado divulgado no Facebook no domingo, Ndiaye afirmou que sua decisão foi tomada após “cuidadosa reflexão”, motivada por “responsabilidade e senso de dever para com o Estado”. Ele descreveu a medida como uma decisão pessoal, guiada por sua visão de integridade institucional e pelo interesse nacional.
Ndiaye, ex-ministro dos Transportes e figura importante do partido governista PASTEF, foi eleito presidente da 15ª legislatura em 2 de dezembro de 2024, obtendo 134 votos dos 163 eleitos. Sua saída ocorre em um momento de grande realinhamento político no Senegal.
A renúncia ocorre após a decisão da presidente Faye, anunciada 48 horas antes, de destituir Sonko do cargo de primeiro-ministro. A medida alimentou especulações de que Sonko poderia retornar à Assembleia Nacional, onde seu mandato parlamentar havia sido suspenso ao assumir o governo.
Embora Ndiaye não tenha abordado diretamente os recentes desenvolvimentos políticos em sua declaração, ele expressou gratidão aos apoiadores do PASTEF, aos dirigentes do partido e aos parlamentares tanto da coligação governista quanto da oposição. Ele também reafirmou seu compromisso de continuar servindo ao país, sem revelar seus próximos passos na política.
Aos 41 anos, Ndiaye tornou-se o presidente mais jovem da história da Assembleia Nacional do Senegal na época de sua eleição, de acordo com fontes parlamentares.

